Acordei neste domingo de carnaval despertado pela chuva que caía torrencialmente sobre Montevidéu, pelo menos no bairro que agente mora. Depois de alguns dias de muito calor a temperatura despencou assustadoramente, sobretudo, para nós que estamos ainda em fase de adaptação, essas quedas bruscas costumam despertar aquele vírus que nunca nos abandona e atende pelo nome de gripe. Aqui quando chega uma frente dessas, geralmente os ventos que a trazem ficam passeando pela cidade. São rajadas que fazem as gotas de água que caem do céu perder a direção, até tocar o solo. Depois de chegarem ao chão, começam o caminho das partes mais altas até as parte mais baixas, e daí para o mar, onde serão sacadas novamente, a partir do aumento da temperatura daqui a alguns dias, evaporando e refazendo o seu caminho ao céu viajando na força do vento em altitudes atmosféricas.
Fiquei pensando nessa viagem. É só água, não passa disso, líquida, gasosa, e às vezes sólida por causa das baixas temperaturas, mas sempre água. Inodora, insípida e incolor. Mas essencial à vida.
O que é essencial para vida sempre volta a nossa existência pelas mãos do Deus provedor. Às vezes torrencialmente, em outras horas com ventos ou de forma branda. Em algumas ocasiões demora a cair, mas fatalmente virá por força do seu amor e cuidado.
O problema conosco é que nos descobrimos muitas vezes inconformados com o método que o Altíssimo usa, e com as suas estratégias para trazer a provisão à nossa vida. A chuva nos ensina a esperar por Ele. Aos ventos o Senhor dá ordens para que traga e leve a sua provisão, e continue a completar o ciclo governado pela sua Graça.
Paz!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
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eh mesmo!nunca tinha pensado nisso!
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