segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

A chuva é um exemplo da provisão de Deus

Acordei neste domingo de carnaval despertado pela chuva que caía torrencialmente sobre Montevidéu, pelo menos no bairro que agente mora. Depois de alguns dias de muito calor a temperatura despencou assustadoramente, sobretudo, para nós que estamos ainda em fase de adaptação, essas quedas bruscas costumam despertar aquele vírus que nunca nos abandona e atende pelo nome de gripe. Aqui quando chega uma frente dessas, geralmente os ventos que a trazem ficam passeando pela cidade. São rajadas que fazem as gotas de água que caem do céu perder a direção, até tocar o solo. Depois de chegarem ao chão, começam o caminho das partes mais altas até as parte mais baixas, e daí para o mar, onde serão sacadas novamente, a partir do aumento da temperatura daqui a alguns dias, evaporando e refazendo o seu caminho ao céu viajando na força do vento em altitudes atmosféricas.
Fiquei pensando nessa viagem. É só água, não passa disso, líquida, gasosa, e às vezes sólida por causa das baixas temperaturas, mas sempre água. Inodora, insípida e incolor. Mas essencial à vida.
O que é essencial para vida sempre volta a nossa existência pelas mãos do Deus provedor. Às vezes torrencialmente, em outras horas com ventos ou de forma branda. Em algumas ocasiões demora a cair, mas fatalmente virá por força do seu amor e cuidado.
O problema conosco é que nos descobrimos muitas vezes inconformados com o método que o Altíssimo usa, e com as suas estratégias para trazer a provisão à nossa vida. A chuva nos ensina a esperar por Ele. Aos ventos o Senhor dá ordens para que traga e leve a sua provisão, e continue a completar o ciclo governado pela sua Graça.
Paz!

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