terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

UM MÊS EM MONTEVIDEO


Parece que foi ontem que chegamos nessa cidade, mas já faz um mês. O mais importante são as percepções que se adquiri depois desse tempo. Claro que é um tempo de observação, uma fase de muita meditação.
Quem ouve a voz como nós ouvimos, e conseqüentemente tem as suas bases desestruturadas, fica sempre esperando que a recomposição seja na mesma velocidade que foi a ruptura. Ficamos ansiosos para que tudo se acerte no menor espaço de tempo. Mas é justamente aí que mora o perigo! Não reconhecer o processo de Deus é certamente um instrumento de angústia. O fato é que o Senhor é especialista em desconstruir e reconstruir. É nessa tensão que a sua vontade e o seu propósito vão tomando forma. O texto do vaso do oleiro nos exemplifica bem esse drama. Na verdade o drama é nosso, barro que mesmo nas mãos do oleiro consegue se estragar, apesar do oleiro está debruçado e entregue a sua obra.
Aqui em Montevidéu fica evidente para nós esse toque do Senhor em nossas vidas. Seu processo é diário. Seu sustento, sua atenção e cuidado ensinando sobre dependermos Dele. Quando olho para a sala do nosso apartamento ainda vazia, sem móveis, minha tentação é reclamar por aquilo que Ele ainda não nos deu. Recordo então, que muitas vezes preguei recomendando ser necessário ter um coração agradecido por aquilo que Deus nos dá, e não, aborrecidos por aquilo que Ele não nos dá.
Percebo então o seu processo. Fazendo-me encarnar a mensagem, como um profeta que recebe do coração de Deus e vive a realidade daquilo que profetiza.
Nesse tempo nada nos faltou da parte Dele. Como o salmo 23 nos assegura nada, nada mesmo!
Como é possível que falte alguma coisa a nós?
Aos seus filhos ele dá enquanto dormem.

Um comentário:

  1. Pastor Eduardo muito me emocionei,ao ver as fotos e o comentário dessa família que eu tanto amo. Obrigado por vocês existirem. Irmão Roberto da Petrobrás.

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